5 principais diferenças antes entre violas e violinos

Você já parou na frente de uma orquestra e ficou na dúvida se aquele músico estava segurando um violino um pouco maior ou se era outro instrumento? Fique tranquilo, você não está sozinho! Muita gente confunde a viola de arco com o violino, e a verdade é que, embora sejam “irmãos”, cada um tem uma personalidade completamente diferentes.
Se você está pensando em começar a estudar ou quer investir em um instrumento novo na HPG, trazemos para você 5 diferenças que vão te ajudar a decidir qual deles combina mais com o seu estilo.
1. O tamanho faz diferença (e muito!)
Sabe aquela história de que “tamanho não é documento”? No mundo das cordas, é sim! O violino é mais padronizado; você pega um modelo adulto (4/4) e ele tem sempre aquela medida clássica, feita para ser ágil e leve.
Já a viola é mais encorpada. Ela é maior, mais larga e “mais gordinha” (as faixas laterais são mais altas). Isso acontece porque, para produzir aquele som mais grave e profundo, ela precisa de mais espaço interno para o ar vibrar. Na prática, tocar viola exige que você abra um pouco mais a mão e tenha um pouco mais de fôlego físico.
Veja aqui como escolher seu tamanho de viola!
2. Uma Clave só para ela
Aqui é onde o nó na cabeça de quem está começando acontece. O violino usa a famosa Clave de Sol, a mesma que a gente aprende na escola. É a clave dos sons agudos.
A viola, sendo o “tenor” ou “contralto” da família, usa a Clave de Dó na terceira linha. Isso significa que a mesma nota que você lê de um jeito no violino, na viola ela “mora” em outro lugar da partitura. É um exercício mental fantástico e faz com que o violista desenvolva uma percepção musical muito aguçada.
3. O som: Brilho vs. Veludo

Se o violino fosse uma voz, ele seria aquela cantora soprano, que alcança notas lá no alto, brilha e se destaca em qualquer lugar. Ele é solar e vibrante.
A viola já é aquele vozeirão encorpado, tipo um veludo. O som dela é mais escuro, doce e, às vezes, um pouco melancólico. Se você gosta de sons que te abraçam e preenchem o ambiente com uma frequência mais baixa e quente, a viola vai ganhar o seu coração logo no primeiro arco.
4. A pegada do arco e das cordas
Tocar viola exige um pouco mais de “chão”. Como as cordas são mais grossas para alcançar a nota Dó grave (que o violino não tem), você precisa de um arco um pouco mais pesado para fazer a corda vibrar com vontade.
O arco da viola é ligeiramente mais pesado que o do violino e tem o talão (aquela parte onde a gente segura) mais arredondado. É uma questão de ergonomia: você precisa de mais apoio para tirar aquele som aveludado sem “esmagar” a nota.
5. Onde você quer chegar?
O violino é o rei dos solos e das melodias principais. Se você quer ser o destaque da frente, ele é o seu caminho. Mas, justamente por isso, a concorrência é enorme.
Agora, se você gosta de ser a “engrenagem” que faz tudo funcionar, a viola é o seu lugar. Ela faz a harmonia, une o violino ao violoncelo e é super valorizada em orquestras e quartetos. Como tem menos gente tocando viola por aí, as oportunidades para bons músicos costumam aparecer bem mais rápido!
Dica de amigo:

Independentemente da sua escolha, o segredo está nos detalhes. Um instrumento com uma alma bem ajustada e acessórios de qualidade — como as cordas da Warchal ou um bom cavalete — faz toda a diferença no aprendizado.
E aí, sentiu que o seu coração bate mais forte pelo brilho do violino ou pelo veludo da viola? Se precisar de ajuda para escolher o seu primeiro Antoni Marsale ou Tarttan, chama a gente aqui na HPG Musical!


