
O que diferencia um violino de uma peça de luteria é, muitas vezes, o que acontece depois da construção. O Marsale Brasiliano n761 parte de uma base construída na China — etapa que responde pela estrutura, proporções e madeiras — e passa por um segundo processo, conduzido por oficina de luteria brasileira, responsável pelo envernizamento e pelo ajuste final.
É essa combinação que define a proposta da linha: construção com bom nível técnico, acabamento de origem artesanal e exclusividade garantida por tiragem limitada a cinco unidades.
Madeiras e construção
O tampo é em Abeto com venatura regular — grão uniforme e distribuído de forma consistente ao longo da prancha, característica que os luthiers associam a boa estabilidade acústica e visual equilibrado.
O fundo é bipartido em Acero com marezzatura média, o padrão ondulado que marca visualmente os violinos de tradição italiana e que, no n761, aparece em intensidade moderada: presente sem exibicionismo. Laterais e braço seguem em Acero, mantendo coerência na escolha de madeiras em todo o instrumento.
O corpo é filetado, detalhe construtivo que reforça tanto a integridade estrutural nas bordas quanto o acabamento visual da peça.
Verniz
O verniz é natural, em tom alaranjado com leve antichizatto — efeito de envelhecimento sutil aplicado durante o processo de envernizamento que aproxima o instrumento da estética da luteria italiana clássica, onde o desgaste natural ao longo do tempo faz parte da identidade visual da peça.
A execução desse tipo de acabamento exige sensibilidade e controle, e é justamente aqui que a intervenção do luthier brasileiro se torna mais visível: o antichizatto não é uma fórmula industrial, mas uma decisão estética tomada e executada à mão.
Montagem e acessórios
O n761 é entregue com kit de acessórios Antoni Marsale em Ébano — espelho, cravelhas Swiss, queixeira Guarneri Italian e estandarte French com rabicho em Kevlar.
As cordas são Corelli, de fabricação francesa, escolha que já posiciona o instrumento acima do padrão de entrada. O cavalete é o Despiau Superieur, referência no segmento intermediário-avançado pela qualidade da madeira e pelo nível de acabamento. O conjunto vem acondicionado em estojo retangular. Arco não incluso.
Classificação e número de série
A HPG Musical classifica cada Marsale Brasiliano individualmente, em escala de D a AA, levando em conta qualidade e origem das madeiras, aplicação do verniz, nível construtivo, estética e acessórios.
O n761 recebeu classificação A — nível que indica instrumento de bom acabamento, com madeiras e verniz acima da média da linha. O número de série é único e vinculado ao instrumento fotografado e descrito neste anúncio: o que o comprador vê é exatamente o que recebe.
A tiragem desta edição é de apenas cinco unidades, o que confere ao Brasiliano um caráter de peça com identidade própria — não um modelo de catálogo, mas um instrumento com história de construção documentada e acabamento irrepetível.
Ficha Técnica
- Instrumento: Violino 4/4
- Linha: Marsale Brasiliano
- Modelo: Stradivari
- Ano: 2025
- Número de série HPG: n761
- Classificação: Grau A
- Tiragem: 5 unidades (edição limitada)
- Construção: China
- Envernizamento e ajuste: Brasil (luthier especializado)
- Tampo: Abeto (venatura regular)
- Fundo: Acero bipartido (marezzatura média)
- Laterais e braço: Acero
- Verniz: Natural, alaranjado com leve antichizatto
- Corpo filetado: Sim
- Espelho: Ébano
- Estandarte: French
- Cravelhas: Swiss
- Queixeira: Guarneri Italian
- Cordas: Corelli (França)
- Cavalete: Despiau Superieur
- Rabicho: Kevlar
- Estojo: Retangular incluso
- Arco: Não incluso
- Comprimento do corpo: 353 mm (±2)
- Largura superior: 165 mm (±2)
- Largura inferior: 203 mm (±2)


